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7 Dicas Da Psicologia Para Enfrentar Seus Medos

7 Dicas da Psicologia para enfrentar seus medos

O que é o medo?

Diversos rótulos verbais são utilizados para descrever um estado emocional desagradável de apreensão ou tensão, acompanhado por sintomas de activação fisiológica, como, por exemplo, palpitações, dificuldades em respirar, tonturas, suores, sensações de calor e frio ou tremores, desencadeados por uma ameça real ou antecipada (Baptista, 1988). Medo e ansiedade são os descritores mais utilizados, tanto na linguagem do dia-a-dia como na literatura psicológica.

O termo angústia é cada vez menos utilizado, enquanto que, principalmente após a publicação da 3.ª edição do manual de classificação e diagnóstico da Associação Psiquiátrica Americana (APA, 1980), o termo pânico tem vindo a ser utilizado cada vez mais frequentemente.

Apesar de medo e ansiedade serem muitas vezes considerados sinônimos, a presença ou ausência de estímulos desencadeadores externos e o comportamento de evitação costumam ser as características que se utilizam para diferenciar os dois estados.

Considera-se medo quando existe um estímulo desencadeador externo óbvio que provoca comportamento de fuga ou evitação, enquanto que ansiedade é o estado emocional aversivo sem desencadeadores claros que, obviamente, não podem ser evitados.

Do ponto de vista das teorias das emoções, o medo é considerado como uma emoção básica, fundamental, discreta, presente em todas as idades, culturas, raças ou espécies, enquanto que a ansiedade é uma mistura de emoções, na qual predomina o medo (Barlow, 2002; Ekman & Davidson, 1994; Lewis & Haviland Jones, 2000; Plutchik, 2003).

Como mistura de emoções, a fenomenologia da ansiedade é mais variável que a do medo. Pode variar ao longo do tempo ou de acordo com as situações desencadeadoras, sendo, assim, mais vaga, imprecisa e difícil de definir.

Quando é um modo habitual e consistente de reacção designa-se por “ansiedade traço”, quando é uma reacção episódica ou situacional designa-se por “ansiedade estado” (Spielberger, 1985). A ansiedade pode incluir a tristeza, a vergonha e a culpa, como pode, igualmente, ser composta por cólera, curiosidade, interesse ou excitação.

A ansiedade e o medo, apesar das questões semânticas a propósito da sua distinção, podem, ainda, ser diferenciados pela reacção na eventual presença de um potencial predador, identificado pelo odor, ou pela presença real de um predador, detectado pela visão (Gray & McNaugton, 2000).

Também as estruturas neurológicas que lhes servem de suporte parecem ser diferentes. Os percursos cerebrais implicados no medo e na ansiedade em humanos não estão completamente estabelecidos, mas a investigação animal aponta para sistemas, tanto anatómica como farmacologicamente, diferentes (Davis, 1997; Damásio, Adolphs & Damásio, 2003).

 

Como enfrentar o medo?

Como função do instinto de sobrevivência, o medo ajudou a manter o ser humano vivo durante milhares de anos e por razão disso, foi o responsável por adaptá-lo às mais terríveis condições na natureza.

Desta forma, o ser humano, por meio de seu repertório de experiências, conseguiu agregar estágios de desenvolvimento.

É importante reconhecer quais são as verdadeiras circunstâncias e momentos em que o medo se instala, e também como proceder nessas situações. Prepare-se para desafiá-lo.

O medo, em estágios não crônicos — como aqueles da fobia — pode ser suprimido por meio do conhecimento e da prudência.

Enfrentar o medo simplesmente seguindo um roteiro de recomendações não é nada fácil. Falas do tipo “tenha coragem”, na “cara e sem vergonha” são posturas que desconsideram padrões subjetivos de cada personalidade.

Portanto, o autoconhecimento e a terapia são grandes aliados no controle do medo. Além disso, confira algumas dicas que ajudarão você a controlar e enfrentar o medo de forma racional e cautelosa.

1. Faça autoanálise

A reflexão sobre nossos sentimentos que nos causam o medo é a primeira atitude que devemos ter. É necessário ter uma análise profunda e meditativa sobre os aspectos mais íntimos de nossa consciência.

Também é importante realizar uma observação atenta de nossos obstáculos mentais e emocionais. Sem isso, será impossível chegar a esta exploração interior. Um psicólogo é um excelente condutor para esse autoconhecimento profundo ao enfrentar o medo.

2. Escolha consciente

No momento em que o medo se aproxima, tente criar alternativas e escolhas para a situação. Observe como a sensação de medo traz consigo memórias do passado e tente desatá-las mentalmente.

Uma boa dica é usar a abstração, ou seja, sair da posição de enfrentamento para a de observador. Enxergando a situação que causa ansiedade sob outra perspectiva reduz o medo.

3. Conhecendo o inimigo

O medo deve ser exposto aos poucos em relação ao objeto que causa temor, desde que atenda às fronteiras de si e do outro.

Como forma de realizar isso, observe ativamente como outras pessoas lidam com esse objeto em especial e descreva o método. Estude o objeto com clareza e não antecipe percepções.

4. Silencie a mente

A prática meditativa é uma forma conhecida de autoconhecimento. O medo faz com que a pessoa entre num estado de ruído mental e confusão psicológica.

Nesta condição os pensamentos são condicionados diretamente para o fortalecimento da sensação de ansiedade e pavor. E isso gera um diálogo interno intenso, obstruindo a clareza e a objetividade do indivíduo.

Inclusive esse é um dos principais motivos por que as pessoas podem se bloquear e demorar a agir em situações de pânico ao enfrentar o medo. Aprenda a silenciar a mente de forma consciente e cotidiana.

A meditação fortalecerá a mente e o ajudará a enfrentar bem até as situações difíceis da rotina.

5. Tenha autocontrole

Medos e fobias também tem relação direta com a ansiedade. Ela é o que dificulta o controle sobre a razão e as emoções, abrindo espaço para um emaranhado de sentimentos e pensamentos caóticos negativos.

A opção por métodos que buscam a serenidade, como controle respiração, exercícios físicos e meditação são excelentes indicações para manter a saúde da mente.

Procure exercitar esse controle em momentos em que não há crise de medo. Com isso, no momento em que ela se instaurar, terá maior facilidade em administrar a tensão.

6. Compartilhe seu medo

Compartilhar seu medo não é criar peso em outras pessoas com seus problemas. É trocar experiências construtivas sobre suas fobias e tensões. Isso facilitará, de certa forma, um desbloqueio emocional e os ruídos mentais. Preste atenção nas reações das pessoas quando comentar.

Externalizar emoções ajuda a aliviar grandes cargas emocionais. Procure familiares e amigos próximos, com quem possa falar abertamente de como enfrentar o medo.

Grupos de apoio podem ser outra excelente maneira de compartilhar, já que além de aliviar a tensão, é possível aprender com a experiência de pessoas que passaram pela mesma situação.

7. Procure um especialista

Não hesite em procurar um profissional, seja o seu medo crônico ou simples. Isso por que seu medo geralmente é associado a algo mais profundo, e um profissional poderá ajudá-lo a explorar isso. E não importa o tamanho e a complexidade do medo: ele pode ser tratado com a ajuda do psicólogo.

Como vimos, enfrentar o medo é algo benéfico desde que não assuma o controle de nossas vidas. Ele é natural e instintivo.

O problema está em como a pessoa lida com ele. Comece a prestar atenção e aprenda a preparar-se para enfrentá-lo. Descubra como o medo pode, ao contrário do que parece, ser uma ferramenta benéfica para o seu desenvolvimento pessoal.

Compartilhar essa ideia, falando de seus sentimentos de como enfrentar o medo e aprecie o auxílio de um profissional da área!

 

Fonte: Psicologo e Terapia | scielo.mec.pt

 

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*As informações aqui contidas tem caráter informativo. Não substituem a orientação ou acompanhamento de um psicólogo.

Dr. Bruno Moraes

Pós Graduado em Neuropsicologia pela FMUSP.

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