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Estresse Repentino Pode Causar Infarto

Estresse repentino pode causar infarto

Cerca de 15% dos casos de infarto são causados por uma situação de estresse repentino e muito forte, provocando o fechamento de uma artéria coronária. Durante uma crise de estresse, a pessoa pode ter, ainda, sintomas parecidos aos de um infarto, como falta de ar, coração acelerado e transpiração excessiva

 

Pode ser difícil encontrar formas de lidar com o estresse, mesmo sabendo o motivo pelo qual ele existe e quais são as suas consequências. Em situações de estresse repentino, a defesa do organismo faz com que hormônios como a adrenalina e a noradrenalina sejam liberados, causando redução do calibre dos vasos sanguíneos, espasmos das artéria coronárias, aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca. São os chamados hormônios do estresse. Mas por que tudo isso se altera? Porque são essas alterações que fazem com que mais sangue chegue aos órgãos e músculos, o que facilita uma corrida ou atividade física de grande intensidade (como uma luta, por exemplo). Durante uma crise de estresse aguda nota-se rubor facial, sudorese e palpitações, semelhante ao infarto.

Agora imagine passar por esse processo muitas vezes em um mês ou em uma semana? “Os hormônios do estresse, também chamados de catecolaminas, são estimuladores da musculatura do coração, fazendo com que ele contraia e relaxe. Quanto mais o coração passa por esse processo, mais esse sistema fica ineficiente”, alerta o cardiologista e coordenador do Programa de Infarto Agudo do Miocárdio HCor, Dr. Leopoldo Piegas.

É infarto ou crise de estresse?

Embora sejam minoritários, cerca de 15% dos casos de infarto são causados por uma situação de estresse repentino e muito forte, desencadeado pelo fechamento das artérias coronarianas. “Durante uma crise de estresse, a pessoa pode ter ainda sintomas parecidos aos de um infarto, como falta de ar, coração acelerado e transpiração excessiva. Caso esses sintomas apareçam pela primeira vez, o paciente deve ir imediatamente a um hospital para avaliar se é um infarto, especialmente se ele tiver fatores de risco como diabetes, histórico familiar de doenças cardiovasculares, fumo, hipertensão, má alimentação e sedentarismo. Nesse caso, os sintomas podem se prolongar para dor no peito, no braço esquerdo, costas, mandíbula e estômago”, esclarece o cardiologista Dr. Piegas.

Por outro lado, se o paciente já teve os sintomas várias vezes ao longo da vida, já foi ao médico e não foi diagnosticado nenhum problema no coração pode ser uma síndrome do pânico. “Nesse caso, é importante que seja feito um acompanhamento conjunto com o psiquiatra e também com o cardiologista. Em alguns casos, o estresse pode ter origem familiar ou relação com histórias de vida, mas pode ser também desencadeado por fatos estressantes como vestibular, perda de um ente querido ou casamento. Ele é mais comum em mulheres e na fase adulta”, afirma o cardiologista.

Fuja do estresse e proteja o seu coração!

Para evitar que o estresse acumule, a dica é tirar 10 minutos do dia para pensar em uma única imagem e nada mais, como um desenho simples de uma árvore ou uma paisagem, por exemplo – essa técnica ajuda a “limpar” a mente do excesso de preocupações – que podem levar a uma síndrome do pânico.

A meditação de 1 minuto também pode ser muito útil. Recoste-se confortavelmente, ou o melhor que conseguir. Feche os olhos e apenas preste a atenção na sua respiração por 1 min. Mas foque exclusivamente na respiração, e tente mante-la em ritmo lento e profundo sem se permitir ficar desconfortável. Ao expirar mentalize o estresse saindo dos músculos. Já é o suficiente para reduzir grandemente seu grau de ansiedade e estresse.

Na terapia são levantados os fatores que fazem nosso organismo considerar algo tão estressante. Você já parou para pensar o porque de algumas pessoas ficarem estressadas e outras não?

Vem pra terapia que você descobre!

 

Fonte: Hospital do Coração

 

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*As informações aqui contidas tem caráter informativo. Não substituem a orientação ou acompanhamento de um psicólogo.

Dr. Bruno Moraes

Pós Graduado em Neuropsicologia pela FMUSP.

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