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Rotina E Conversa Franca Auxiliam Crianças A Enfrentar Isolamento

Rotina e conversa franca auxiliam crianças a enfrentar isolamento

Em meio a tantas incertezas causadas pela pandemia de Covid-19, as crianças, agora forçadas a se habituarem a uma rotina totalmente diferente, marcadas pelo isolamento social, aulas online, sem sair de casa para brincar e distantes dos avós, demais familiares e amigos, precisam do apoio dos pais ou das pessoas com quem vivem para lidar com este novo momento e cuidar não apenas da saúde do corpo, mas também da mental.

O psicólogo Bruno Moraes mantém atendimentos online e destaca a importância da rotina de estudos pela Internet.

“É preciso escolher um ambiente calmo, ventilado e organizado, sem muitos estímulos audiovisuais, distante dos latidos do cachorro, além do computador ou celular e manter apenas o necessário às aulas sobre a mesa de trabalho. Se a câmera estiver habilitada, lembre de vestir-se adequadamente. A aula é a mesma: o professor não é youtuber, então é preciso fazer um esforço”, diz.

Lidar com as crianças em casa e evitar que sejam afetadas psicologicamente pela pandemia não é tarefa fácil. Segundo o psicólogo, os pais pensam que poupam as crianças ao não conversarem com elas sobre o assunto, mas isso é um erro. “As crianças entendem, até por meio de respostas não dadas, que há algo errado. Elas podem não entender detalhes, mas sabem que o ‘bichinho’ está deixando todos em casa, que não pode ver os amiguinhos e nem visitar a vovó. Numa conversa tranquila, adaptada ao nível etário, pode-se explicar o que está acontecendo e dar a ela a segurança de que é um período passageiro, que devemos respeitar o que os médicos estão pedindo para poder voltar a visitar logo a vovó”, orienta.

Crianças e adultos não devem se sobrecarregar de dados estatísticos, notícias catastróficas e informações em excesso sobre a pandemia.

“Criar brincadeiras e momentos que proporcionem ludicamente que a criança se expresse, pode ser feito, assim como oportunidades para os sentimentos da criança, por exemplo. Se ela tem saudades da avó, deve fazer ligação online”, aconselha, acrescentando que os pais podem montar uma rotina diária que contemple atividades lúdicas, como fazer bolinhas de sabão, intercaladas com deveres domésticos, como dobrar roupas e tarefas escolares.

“Atente que tudo é muito novo tanto para os pais como para a criança. Se ela está com dificuldades de alimentação, eles devem se sentar e fazer este importante momento junto dela”, considera.

Já as crianças portadoras de algum transtorno mental precisam de acompanhamento constante, seja medicamentoso e/ou somente psicoterápico, segundo a profissional. “Deve-se ficar atento às mudanças de comportamento com as crianças típicas, aquelas que não possuem comprometimento. Crianças agitadas, que de repente mostram-se mais introspectivas, mudanças nos hábitos alimentares, passando a comer demasiadamente ou não querer alimentar-se, alteração no sono com a aparição de insônia ou pesadelos, entre outras mudanças, porque existem outras formas de manifestar angústia que não pela fala, por isso a importância de consultar um psicólogo nesses casos”, alerta.

E não é só a saúde mental dos filhos que precisa de cuidados, mas as dois pais também. “Muitos deles estão desacostumados com as múltiplas funções que agora desempenham. São cozinheiros, professores, recreacionistas e outros. Tais compromissos geram tensão, que é descarregada no ambiente familiar. Ao se estressar, esses adultos não conseguem acolher as demandas emocionais das crianças”, destaca, lembrando que há psicólogos prestando atendimento voluntário nesta hora de crise.

Outra questão que gera ansiedade é a volta às aulas, que deve ser gradativa, segundo decisão do Governo do Estado e autoridades sanitárias, mantendo as normas de higiene. E fica a preocupação em blindar as crianças quando chegar este momento. “É preciso deixar claro para as crianças que só sairemos do confinamento quando acabar o ‘bichinho’, ou seja, não haverá como ninguém contaminar ninguém quando forem possíveis os passeios e a vida social. O medo atual da infecção deve ser racionalizado e entendido que há muito mais curados que vítimas., o que deve se explicado numa linguagem que elas possam entender”, lembra.

Após a pandemia, com o mundo mudado, uma nova ordem sanitária deverá ser seguida. “Os adultos se acostumarão com os confortos da vida online, compras pela internet, cursos à distância e benefícios que a vida virtual trouxe. As crianças, aos poucos, cumprindo as regras de higiene, retomarão as rotinas e aulas presenciais, encontrarão amigos e avós e surgirão outras formas de abraçar, às quais elas rapidamente se adaptarão”, conclui.

 

 

ATENDIMENTO PSICOLÓGICO E NEUROPSICOLÓGICO PRESENCIAL E ONLINE

Aqui você recebe atendimento psicológico referência em Mogi das Cruzes para crianças, jovens e adultos. Clique aqui para agendar via Whatsapp ou ligue no (11) 9.5787-2812 (TIM).

*As informações aqui contidas tem caráter informativo. Não substituem a orientação ou acompanhamento de um psicólogo.

Dr. Bruno Moraes

Pós Graduado em Neuropsicologia pela FMUSP.

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