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Tratamento para depressão em Mogi das CruzesDepressão

O que é depressão?

Depressão (CID 10 – F33) é uma doença psiquiátrica crônica e recorrente que produz uma alteração do humor caracterizada por uma tristeza profunda, sem fim, associada a sentimentos de dor, amargura, desencanto, desesperança, baixa autoestima e culpa, assim como a distúrbios do sono e do apetite.

É importante distinguir a tristeza patológica daquela transitória provocada por acontecimentos difíceis e desagradáveis, mas que são inerentes à vida de todas as pessoas, como a morte de um ente querido, a perda de emprego, os desencontros amorosos, os desentendimentos familiares, as dificuldades econômicas etc.

Diante das adversidades, as pessoas sem a doença sofrem, ficam tristes, mas encontram uma forma de superá-las. Nos quadros de depressão, a tristeza não dá tréguas, mesmo que não haja uma causa aparente. O humor permanece deprimido praticamente o tempo todo, por dias e dias seguidos. Desaparece o interesse pelas atividades que antes davam satisfação e prazer e a pessoa não tem perspectiva de que algo possa ser feito para que seu quadro melhore.

Qual a causa da depressão?

Os sintomas mais conhecidos são o isolamento e a tristeza profunda. Mas, há vários outros indícios que serão avaliados pelo psiquiatra ou pelo psicólogo como a variação de humor, queixas de sintomas físicos de várias origens ou atitudes e ideias sem base real.

Ela altera o sono, o apetite, diminui a libido, prejudica a concentração e a memória. Faz com que o paciente viva uma tendência a antecipar tragédias, ou seja, esperar sempre pelo pior, pelo insucesso.

A percepção do mundo torna-se mórbida. Como exemplo cito um caso recente que atendi. Esta paciente comentou que não entendia as críticas e brincadeiras dos amigos sobre sua reação a um filme que foram assistir. O tal filme é uma famosa comédia nacional, muito divertida que enche os cinemas com o som de gargalhadas da plateia. Porém, a tal paciente classificava a fita como no máximo tragicômica…

A depressão é responsável também por um grande número de problemas sociais como o suicídio, o alcoolismo, o absenteísmo e o abandono dos estudos.

Ela atinge não só ao doente mas a toda sua família e outras pessoas com quem ele convive no trabalho, entre amigos e na escola.

Quais os sintomas da depressão?

Além do estado deprimido (sentir-se deprimido a maior parte do tempo, quase todos os dias) e da anedonia (interesse e prazer diminuídos para realizar a maioria das atividades) são sintomas da depressão:

  • Alteração de peso (perda ou ganho de peso não intencional);
  • Distúrbio de sono (insônia ou sonolência excessiva praticamente diárias);
  • Problemas psicomotores (agitação ou apatia psicomotora, quase todos os dias);
  • Fadiga ou perda de energia constante;
  • Culpa excessiva (sentimento permanente de culpa e inutilidade);
  • Dificuldade de concentração (habilidade diminuída para pensar ou concentrar-se);
  • Ideias suicidas (pensamentos recorrentes de suicídio ou morte);
  • Baixa autoestima,
  • Alteração da libido.

Muitas vezes, no início, os sinais da enfermidade podem não ser reconhecidos. No entanto, nunca devem ser desconsideradas possíveis referências a ideias suicidas ou de autodestruição.

Como é o tratamento da depressão?

1. Psicoterapia

Em casos de depressão leve, somente a psicoterapia pode ser um tratamento eficaz para a doença. Isso não significa que não seja indicada em quadros de depressão mais grave. A psicoterapia é essencial para todos os tipos de pacientes depressivos, pois tem como objetivo trabalhar as causas emocionais que desencadearam o transtorno.

Ao longo das sessões, o paciente será estimulado a refletir sobre a raiz de suas angústias e medos e exercitar o autoconhecimento de maneira profunda. A psicoterapia deve ser realizada por um profissional especializado, que irá avaliar qual é a melhor abordagem para as necessidades do paciente.

A terapia cognitivo comportamental (TCC) é uma das abordagens mais eficazes no tratamento da depressão por ser focada no presente e resolução de problemas.

O trabalho é de médio ou longo prazo, podendo durar meses ou anos. Além disso, é válido ressaltar que a psicoterapia não é indicada apenas para pessoas com depressão, afinal, todos nós temos conflitos e questões internas para trabalhar junto de um psicólogo.

2. Medicação

Todo paciente com depressão deve consultar um psiquiatra, pois ele poderá indicar se há ou não necessidade de medicação para o tratamento da doença. Remédios antidepressivos são indicados, principalmente, em casos de depressão moderada ou grave, mas cabe apenas ao psiquiatra tal avaliação.

Os medicamentos são muito importantes, porque têm como papel repor neurotransmissores cerebrais que faltam quando a pessoa está em depressão, entre eles podemos citar a serotonina e noradrenalina (melhoram o bem-estar e o humor).

Como já citado anteriormente, o tempo de tratamento da depressão pode variar e isso impacta também no tempo que a pessoa irá precisar se medicar. Há casos de 6 meses a vários anos. O processo de cura é muito individual.

3. Experiência interativa deprexis

Nem todo mundo conhece, mas o deprexis é:

“uma experiência interativa, personalizada e conveniente, via web, com efeito terapêutico comprovado para o cuidado aos pacientes com depressão. deprexis® é fundamentalmente baseado na terapia cognitivo-comportamental (TCC).”

O programa é aprovado pela ANVISA e tem como objetivo que o paciente faça uma autoanálise de seus sintomas. Ao se cadastrar, a pessoa tem acesso a perguntas sobre como está se sentido e, ao responder, ela recebe soluções para seus problemas do cotidiano.

Para acessar o deprexis, é preciso inserir o número de CRM do seu médico. Além disso, o uso do programa não exclui a forma tradicional de tratamento para depressão, com psicoterapia e possibilidade de medicação. É, no entanto, um tratamento complementar que pode ser muito interessante para vivenciar ao longo do processo.

4. Tratamentos naturais

Não substituem o tratamento médico e a necessidade de psicoterapia e medicação, mas os tratamentos naturais podem contribuir e ajudar a trazer resultados positivos com o tempo.

Prática regular de exercícios: estímulo do prazer e bem-estar;
Ingestão de alimentos ricos em ômega 3: salmão, sardinha e sementes de nozes são alguns dos exemplos;
Ingestão alimentos ricos em vitaminas B e D: frango e ovo, por exemplo, ajudam a dissipar o cansaço mental e físico;
Beber suco de uva, maracujá e maçã: todos ajudam acalmar e combater o cansaço mental e físico.

 

Referência: Ministério da Saúde

 

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*As informações aqui contidas tem caráter informativo. Não substituem a orientação ou acompanhamento de um psicólogo.

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